Cirurgias das mamas (Mamoplastia de aumento, Mastopexia e Mamoplastia redutora)

Atualizado: Mar 18

Existem diversas cirurgias que podem ser realizadas nas mamas. A escolha da cirurgia correta para cada paciente é uma arte, pois como tudo na vida, cada indicação cirúrgica tem suas vantagens e desvantagens.


Vamos iniciar falando um pouco sobre a mamoplastia de aumento, ou seja, a simples inclusão de uma prótese de silicone nas mamas sem a retirada do excesso de pele. A prótese pode ser colocada em posição subglandular (em cima do músculo), deixando um formato mais arredondado desde o inicio, ou submuscular, deixando as mamas em posição mais alta por mais tempo, já que além da sustentação dada pela pele, tem a sustentação feita por uma faixa muscular.


A vantagem da inclusão de prótese isolada (mamoplastia de aumento) é que as cicatrizes são muito pequenas e ficam praticamente imperceptíveis com o tempo, pode ser feita pelo sulco infra-mamário, pela aréola, pela axila ou até mesmo pelo umbigo. A desvantagem desta cirurgia é que ela não corrige ptose mamária (mama caída), tendo sua indicação ideal principalmente para pacientes que tem mamas pequenas e sem flacidez.


A Mastopexia é a cirurgia para levantar as mamas (lifting de mamas), sendo feita a retirada da pele flácida, fazendo a mama voltar para a sua posição anatômia. Pode ser feita com ou sem implante de silicone, e o implante pode ser em cima ou embaixo do músculo. Geralmente esta cirurgia é necessária após amamentação, após grandes perdas ponderais ou nas pacientes que sofrem de "efeito sanfona"e acabam tendo flacidez nas mamas antes mesmo de ter filhos.


A vantagem da mastopexia é que ela levanta as mamas para a posição correta, ficando um colo marcado e bonito. A desvantagem é que para a retirada efetiva da pele excedente é necessária uma cicatriz em T invertido. A extensão desta cicatriz é variável, dependendo mais da quantidade de pele a ser retirada do que de uma decisão do cirurgião. Porém, ao longo do tempo, se a paciente não tem nenhum problema de cicatrização (produção de colágeno) e faz o repouso como sugerido pelo cirurgião na fase inicial do pós operatório, ela tende a ficar cada vez com o tom mais parecido com o da pele da paciente.


A mamoplastia redutora já é considerada uma cirurgia reconstrutora. Ela é feita nas pacientes que tem gigantomastia (hipertrofia mamária gigante, que ultrapassa os volumes convencionais), que é um desenvolvimento anormal nas glândulas mamárias, e pode atrapalhar bastante a qualidade de vida da paciente, causando dores nas costas e importante desconforto com a própria aparência. Neste caso se retira grande quantidade de pele e de tecido gorduroso/glandular, fazendo a mama voltar a ter um formato agradável para a paciente, melhorando sua qualidade de vida. Neste caso as cicatrizes tem que ser maiores, porque tem muito mais pele para ser retirada, mas mesmo assim o índice de satisfação do paciente é altíssimo e a melhora da qualidade de vida muito evidente.


São muitos detalhes a definir antes de realizar uma cirurgia de mama. Cada paciente é diferente, com formato de corpo e tipo de tórax diferente, por isso os resultados de uma paciente e de outra, mesmo que sejam feitas pelo mesmo cirurgião, nunca ficarão iguais e não devem ser comparados. Cada paciente é única e deve ser tratada desta forma. Por isso a importância da primeira consulta detalhada, tentando entender as vontades do paciente, seus problemas físicos e emocionais, e explicando exatamente qual é o caso dele e o que ele deve esperar da sua cirurgia, sempre com transparência e honestidade.



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